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Senhor, não sei se sou digno de estar aqui para mais um pedido. Eu sei bem o que fiz e o que causei a muitos, principalmente à minha família. Mas necessito muito do seu perdão Senhor, meu Deus, meu Pai que tudo sabe e que tudo vê!

Pequei contra a vida, não só contra a minha, mas de muitos companheiros. Enganei, fui cruel e não tive dificuldade em fazer, na verdade, sentia certo prazer. Eu gostava de ser o chefe, mandar, humilhar e fazer crueldades com aqueles fracos e medrosos que viviam pedindo clemência e piedade.

Hoje estou aqui me sentindo um fraco e pedindo a Sua misericórdia.

Fui um chefe do tráfico em uma favela, digo, comunidade. Trafiquei, mandei matar, viciei vários garotos, crianças e até idosos, todos que eu via como possíveis consumidores e, com a simpatia de um lobo, pegava as minhas vitimas.

Fiz fortuna e criei uma grande facção, construí um lar, e tive filhos que foram também minhas vitimas. Infelizmente, não existia em mim sentimento paterno, tudo que eu via era dinheiro, glória e poder. Fiz com que meus filhos assumissem bocas de fumo e fui influenciando todos os três até conseguir infiltrá-los no crime e no tráfico.

Os negócios cresciam de uma forma terrível, comecei a expandir para o tráfico de armas pesadas, munições, carros e motos. E logo já estávamos infiltrados no mercado de roubo de carros, caminhões com cargas valiosas, enfim, tudo ficando muito perigoso.

Um dia, no auge do meu delírio de chefe e me sentindo poderoso, fui até uma instalação governada por meu filho, José Henrique, e, como é meu costume chefiar e mandar, percebi algo estranho no olhar de meu filho que eu considero o mais esperto e cruel. Não tinha perdão era temido por todos em sua área e vi que ali, naquele olhar, existia perigo e comecei a ficar preocupado. Vivia me questionando: “será que o meu próprio filho vai me trair? Eu acho que ele quer o meu lugar! Não pode ser, eu ensinei a ele tudo, dei poder, dinheiro, não pode ser!”

Enfim o que eu temia aconteceu, fui traído pelo meu filho e fuzilado diante de todos, de todos aqueles que eu julgara meus “comparsas e fieis”.

Com o passar do tempo aqui na espiritualidade, fui responsabilizado por tudo que fiz e, com misericórdia de Deus, fui resgatado e hoje, evangelizado e ciente de todo o mal que causei, quero pedir ao Pai que me deixe ser o anjo e resgatar o meu filho José no umbral e trazê-lo para a luz, pois me sinto responsável por ele estar naquele lamaçal onde há ranger de dentes, lamentos e escuridão.

Por favor, Senhor, me dê essa graça de poder resgatar o filho que eu não soube amar.
Deixo, aqui, o meu pedido. Que o Senhor tenha piedade de José Henrique e misericórdia de mim, um pai irresponsável.

Cristiano Leandro.

Psicografia recebida em 2018.
Médium: M. Nicodemos.

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"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação."

Chico Xavier & Emmanuel





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