Nas escaldantes areias do Deserto do Saara, o encontro violento de almas que perseguem ideais e ilusões, divididas por antigas crenças religiosas. Enfrentando-se ferozmente em lutas que se prolonga...
Nas escaldantes areias do Deserto do Saara, o encontro violento de almas que perseguem ideais e ilusões, divididas por antigas crenças religiosas. Enfrentando-se ferozmente em lutas que se prolongam muito além da vida material, sofrem o terrível calor do sol e a ferocidade de espíritos que desconhecem o bem. Seqüestro ? É nesse árido cenário que o médico militar Arnaud Teqak é envolvido numa trama cruel: seqüestrado, é abandonado no deserto e perde o contato com Claire, a mulher a quem tanto ama. Sentindo a manifestação de suas percepções mediúnicas, se vale delas para enfrentar o inimigo: interesses contrários ao acordo comercial celebrado entre dois países ? envolvendo armamentos ? se movimentam contra ele. Na vastidão do deserto, os espíritos devedores se encontram para um árduo embate existencial, onde não faltam demonstrações de ódio e perdão, amor e desejo, ambição e desprendimento. Psicometria ? O personagem principal de Saara: Palco de redenção, vive acontecimentos que despertam sua mediunidade de psicometria. Tocando objetos, pressagia acontecimentos e identifica o passado. Segundo estudos, nessa condição mediúnica, o sensitivo revela incidentes ocorridos antes ou depois de o objeto ter sido tocado ou utilizado por alguém, e às vezes, vai ainda mais longe, ultrapassando o passado e o presente, para aventurar-se pelo futuro. Uma parte dos fatos e impressões é retirada da própria aura do objeto. A outra parte é recolhida da subconsciência do seu possuidor, mediante uma relação telepática. Mediunidade ? Pesquisador e escritor reconhecido por suas obras de inegável valor para quem deseja alcançar o entendimento da vida espiritual e da mediunidade, Eurípedes Kühl é um médium dedicado. Desde a juventude freqüenta assiduamente o centro espírita. Foi educado no Espiritismo e transita hoje com naturalidade entre os dois mundos, convivendo serenamente com suas percepções. Para ele, psicografar é uma tarefa gratificante, que o aproxima de outras realidades, onde se movimentam personagens verdadeiros que se transformam, no decorrer das sessões, em amigos e companheiros de jornada. A leitura de Saara: Palco de redenção, é mais do que oportuna. Suas páginas, impregnadas de ação e emoção, levam o leitor a sentir-se pisando nas areias escaldantes de uma região que é o palco milenar de enfrentamentos dramáticos, onde não faltam oportunidades abençoadas de redenção.

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