por Momento Espírita
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A pequena entrou no banheiro e ficou olhando o pai a fazer a barba.

Tão compenetrada estava que seu pai lhe surpreendeu um pequeno vinco na testa miúda.

O que foi, filha? O que está pensando?

A menina se aproximou e fixou o olhar azul no rosto paterno, erguendo o pescoço em direção a ele.

Papai, você gosta de viver?

Ora, filhinha. É claro que gosto de viver. Quem não apreciaria a vida, tendo um tesouro como você?

Ela não se deu por satisfeita. Apoiou as mãos na pia e tornou a perguntar:

Então, por que deseja morrer?

O pai lhe respondeu que não desejava, nem pensava em morrer. Ele desejava viver, e muito. Queria ter a ventura de vê-la adentrar à escola, aprender as primeiras letras, deliciar-se com suas primeiras leituras, vê-la receber o diploma universitário, casar-se, ter filhos, dar-lhe netos.

Papai, falou finalmente a garota, se não quer morrer, por que fuma tanto?

* * *

Diariamente, as mensagens nos chegam dizendo que o cigarro, em qualquer quantidade fumada, faz mal para a saúde. Em síntese, por mais se busque não se consegue encontrar benefícios que o cigarro possa trazer.

Em determinado curso promovido pelo próprio Ministério da Saúde foi apresentada a estatística de que 30% dos casos de câncer se devem ao uso do fumo.

No Brasil, existem 250 mil casos novos da doença ao ano, 80 mil, portanto são causados pelo cigarro.

Temos em torno de 100 mil pessoas morrendo de câncer ao ano, das quais 33 mil são devidas ao tabagismo.

É de se admirar que, com tais números, prossigamos com a publicidade da forma como ela é feita hoje.

Realizam-se eventos culturais, privilegiando o intelecto e lá está o cigarro presente, em letras garrafais, anunciando-se.

Promovem-se eventos esportivos, onde o corpo escultural, forte, ágil, é apresentado como modelo mas, sob os auspícios do fumo.

Incentivamos as crianças a fumarem através da propaganda enganosa que apresenta o ato como algo natural, além de charmoso e chique.

Por outro lado, o acesso ao cigarro é fácil. Em qualquer esquina, nas ruas, nos bares, lanchonetes e restaurantes, é vendido a preço baixo.

Diante da argumentação de que a venda é necessária para o sustento familiar, a sobrevivência de alguns, perguntamos se não haveria coisas mais úteis e saudáveis a serem comercializadas?

Acaso, apreciaríamos que alguém se achegasse aos nossos filhos e lhes vendesse o pó da morte, a fumaça da enfermidade?

A questão é simplesmente moral. Debelar o mal no mundo só depende dos homens.

Nosso legado para nossos filhos, a Humanidade do amanhã, pode ser de alegria ou de infelicidade, de liberdade ou de dependência, de doença ou de bem estar.

A decisão nos compete.

* * *

O tabagismo já é considerado uma doença.

Na Organização Mundial de Saúde existe um código para a enfermidade tabagismo.

Existem doenças que nós mesmos, na atualidade, criamos para nós. Pode ser pelo tabagismo, alcoolismo, maus hábitos ou alimentação inadequada ou excessiva.

Redação do Momento Espírita

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"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação."

Chico Xavier & Emmanuel






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