por Mario Sergio Cortella
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Qual a diferença entre o fundamental e o essencial?

Trecho do Programa Papo Aberto, apresentado pela TV Canção Nova.

Um exemplo de como a gente pode quebrar esse ciclo vicioso no qual nós entramos: porque
a partir do momento em que você passa a ser propriedade daquilo que você tem, que você
passa a ser escravo das suas posses, a sua liberdade ela começa a ficar também meio
cerceada, você fica meio limitado na sua liberdade. Por onde sair, dá uma dica aí
pra gente disso. - A gente tem algumas delas, mas a primeira delas é pensar se eu preciso
ter uma vida que não seja simples... por exemplo, uma vida simples não é uma vida
de carência... uma vida simples é aquela em que eu não tenho nada que seja absolutamente
inútil. - Usando uma expressão sua, "Uma vida simples não é uma vida simplória"
- Não, não é simplória, e não é uma vida de carência. Pobreza não é sinônimo
de carência: carência de saúde, carência de alimento, ao contrário - O que é uma
vida simples? - Uma vida simples é aquela que a gente tem suficiência, de recurso para
existir, prover futuro e repartir. Por exemplo... - Vamos lá de novo. - Uma vida simples é
aquela que a gente tem suficiência de recursos, para a gente viver, para a gente prover futuro
e repartir o que tem. O grande milagre na multiplicação de pães e peixes feitos por
Jesus, obviamente não foi uma coisa taumatúrgica em que dois peixes e alguns pães ele fez...
ao contrário, o grande milagre foi a repartição. Quando ele disse aos discípulos vão lá
ver o que que tem, e eles pegaram um pouquinho de cada um, e ao pegar um pouquinho de cada
um sobrou, olha só, a lógica não era pegar, porque se fosse só dividir os peixes, ia
dar uma escama pra cada um, mas ele não dividiu, ele repartiu. Há uma diferença entre repartir
e dividir: quando você reparte, todos têm, quando você divide, diminui. Nós temos uma
sociedade que está dividida, não está repartida. Por isso, a primeira, dica: é preciso pensar,
da onde vem a minha riqueza, daquilo que eu tenho ou daquilo que me tem? Segunda coisa
dentro disso: uma vida simples é aquela que eu não tenho carência sem alternativa, mas
em que eu sou capaz de ter para REpartir, isto é, partir de novo, fazer aquilo que
é decisivo. Por exemplo: há pessoas que confundem fartura com desperdício. Exemplo:
uma mesa de Natal farta, não é aquela que tem muita comida, é aquela que tem com quem
você fruir. Há pessoas que têm muita coisa sobre a mesa e nenhuma fartura, porque não
tem com quem fazer aquilo. Você e eu já passamos por uma experiência ótima na vida,
em que a gente combinava um almoço de domingo na família, cada um levava um pouquinho e
sobrava pra todo mundo levar pra casa alguma coisa na hora de ir embora. Esta é a idéia
de fartura. A fartura não é aquilo que é desperdício, aquilo que é a perda, aquilo
que está fora que é a consumolatria. Por isso é preciso pensar: Como é que nós estamos
formando as crianças nessa área, para interromper, nós temos que lembrar, a frase não é minha,
ela é uma frase popular antiga mas verdadeira: "O mundo que nós vamos deixar para os nossos
filhos, depende muito dos filhos que nós vamos deixar para esse mundo". E que filhos
e filhas nós estamos deixando? Isto é, estou eu formando uma criança, um jovem que seja
capaz de poder sim usar um bem material sem ter naquilo uma fixação, uma obsessão,
ou, estou formando crianças e jovens para os quais sair de casa é sinônimo só de
comprar. Você não sai pra ver a Lua junto, não sai pra caminhar de mão dada, não sai
pra ver formiga no jardim. Sair é sinônimo de compra? E desse ponto de vista a gente
começa a moldar personalidades que têm um tipo de desvio e esse desvio, entre outras
coisas, ele acaba sem dúvida amargurando essa condição. Mas há uma outra possibilidade
também, que é ser capaz de pensar o que é que de fato eu tenho como sendo o que dá
sentido a minha vida. Aí eu chego num outro polo: eu tenho um livro chamado "Qual é a
tua obra?" esse livro "Qual é a tua obra?" ele faz uma distinção entre aquilo que na
vida é fundamental e aquilo que é essencial. Por exemplo: o que que é essencial na vida,
tudo o que pode não ser: amizade, amorosidade, religiosidade, sexualidade, afetividade, solidariedade,
fraternidade, isso é essencial. O que que é fundamental? É o que nos faz chegar ao
essencial, por exemplo: dinheiro não é essencial, dinheiro é fundamental, sem ele eu não tenho
capacidade de vida mais resolvida, mas ele em sí não é essencial, tanto que dinheiro
não compra amizade, compra interesse; não compra afeto, pode comprar quando muito negócio.
Desse ponto de vista, por exemplo, uma carreira não é essencial, ela é fundamental. O fundamental
é como uma escada, eu não tenho uma escada pra ficar sobre ela, eu tenho uma escada para
ir a algum lugar. O que que é fundamental na vida? As nossas propriedades, mas elas
não são essenciais, há pessoas que são tão pobres, que a única coisa que elas tem
é dinheiro... e desse ponto de vista esse tipo de percepção precisa ser pensado, e
aí eu volto pra fechar esse longo raciocínio: Sou eu proprietário do que possuo ou estou
sendo possuído por aquilo que eu sou proprietário?

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"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação."

Chico Xavier & Emmanuel






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