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Na casa onde as plantas medicinais se espalham até pela calçada, vive a benzedeira Agda de Andrade Cavalheiro. E de planta ela entende bem. “De planta eu entendo de tudo”, conta.

Com tanto conhecimento, Agda é famosa na cidade de Rebouças, no Paraná. Recebe sempre a visita de gente atrás de cura. Uma hora procuram plantas medicinais outra hora é um benzimento. Com um raminho de arruda e o terço na mão, Agda vai benzendo quem a procura.

Um outro tipo de benzimento é feito com a costura de pedacinhos de pano durante as orações. O comprimento da linha é medido na parte machucada do corpo da pessoa. Agda diz que a reza recupera contusões e dores musculares. “Quando terminar, eu tenho que deixar pendurado, quando inteirar três vezes, eu jogo no fogo ou formigueira”, explica.

O uso das plantas medicinais ela aprendeu com o pai, mas a benzer, foi depois que teve os filhos. “Comecei a ter as crianças e levar no benzedor e comecei a aprender”.

Aprendeu a ponto de, hoje, benzer até a distância.

“Deus sabe onde eles estão e o que eles precisam. Nós somos como um celular: nós mandamos a mensagem e Deus manda a resposta na hora. Nós terminamos a oração e de lá ele já tá mandando a benção que precisa. Não custa nada. Para mim veio de graça e de graça sairá”, afirma Agda.

O benzimento é costume antigo e está no dicionário. Benzer vem do latim bene dicere, que significa bem dizer. Dizer bem de alguém e fazer o bem.

Quem explica sua origem é o antropólogo João Baptista Borges Pereira. “No Brasil está desde o Descobrimento porque é uma herança do catolicismo português. Em Portugal, as mulheres ou são benzedoras ou são demoníacas. Pode fazer o bem ou o mal. Quanto mais a mulher envelhece, ela vai se tornando feiticeira e indesejável. Mas no Brasil, a benzedeira passa elementos sincréticos, misturados, com influências indígenas e africanas, ligada às influências portuguesas. Elas tinham uma preocupação grande de fazer o bem. As benzedeiras fundamentalmente são pessoas do bem”.

Não é qualquer um que sabe as plantas certas para cada problema. E, dependendo da quantidade, a mesma erva que pode curar, também pode fazer mal.

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Chico Xavier & Emmanuel





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