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Junto com meu testamento, no qual lego a meus filhos e amigos a minha vontade de viver e meu amor a Deus e a toda a criação, faço um pedido:
se, por ventura, no meu cérebro a senilidade penetrar sorrateiramente, a demência se infiltrar inesperadamente e o esquecimento, a falta de lucidez e a confusão se instalarem, por favor, lembrem que eventualmente, ainda gosto de ser chamada pelo meu nome, aquele que meus pais me deram;
posso ainda saber onde estou e com quem estou; posso estar gostando ou não de onde estou e com quem estou
faço ainda questão de usar aquele tipo de sapato que toda a minha vida usei;
gosto ainda de usar a roupa ao estilo que sempre preferi; a roupa dos outros colocada em mim me entristece.

A falta de atenção em me ajudar na higiene pessoal me traz ansiedade. A comida de um estilo que não conheço não me apetece;
as fraldas de vez em quando me incomodam e me deixam envergonhada.

Gostaria, às vezes, de caminhar para espairecer e ver a natureza.

Receber uma palavrinha me faz lembrar que sou gente; receber visitas me faz lembrar que sou importante; receber um abraço e um beijo me diz que alguém ainda tem afeto por mim.

A falta de sono não é proposital, nem intencional; a falta de interesse está além do meu controle; minha falta de jeito é inexplicável para mim mesma;
o esquecimento me deixa traumatizada. Tenho dores que às vezes não posso contar.

Nem sempre o que me fazem fazer é o que eu gostaria de estar fazendo. Meu olhar vago não reflete o que sinto.

E se não dou um abraço é porque os meus braços não me obedecem mais se não dou um beijo é porque meus lábios não sabem mais o que fazer.

Se não te digo que valorizo sua dedicação e seu amor é porque a ponte se partiu e perdi o caminho que me levaria a compartilhar meus sentimentos com

Ass. “Um ser Humano que Envelhece"

"Os homens não têm muito respeito pelos outros porque têm pouco até por sí próprios." (Leon Trotsky)

"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável." ( Kathleen Norris)

O Mal de Alzheimer, ou Doença de Alzheimer ou é a forma simplesmente Alzheimer mais comum de demência. Esta doença degenerativa, até o momento incurável e terminal foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome. Esta doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas do que esta idade.

Cada paciente de alzheimer sofre a doença de forma única mas existem pontos em comum, por exemplo o sintoma primário mais comum é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de stress. Quando é suspeitado Alzheimer o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer.

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"A maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua divulgação."

Chico Xavier & Emmanuel





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