por José Carlos De Lucca
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A nossa infelicidade nasce da comparação. Comparo-me com outra pessoa. Vejo as coisas boas que ela tem ou é. Dou-me conta de que nem sou o que ela é, nem tenho o que ela tem. Aí, olhando para mim mesmo, sinto-me pequeno, empobrecido, feio. E esse olhar, envenenado pela inveja, destroi as coisas boas que sou e tenho. O olhar invejoso está sempre colocado na riqueza do outro que, por meio da comparação, se transforma na minha pobreza. Ele é rico e bonito: eu sou pobre e feio. Aí o seu amor por você se transforma num amor triste. Sobra, então, a alternativa medíocre de que você lança mão: já que não posso ser objeto de amor pela minha exuberância, ofereço-me à piedade dos outros pela minha miséria. Pelo menos que os outros tenham pena de mim. Muita comiseração nasce do narcisismo.

O princípio da sabedoria é reconhecer as coisas boas que possuímos. Para o invejoso, isso é impossível. Ele gostaria sempre de ser maior do que é. O que ele é não lhe basta. Sentido da vida? O sentido da vida é simplesmente viver. Viver por viver! As crianças sabem disso. Viver por viver é saber que a vida é curta, que o momento está cheio de possibilidades de beleza e amor, que ele nunca mais se repetira, e que a única coisa que podemos fazer é agarrá-lo e bebê-lo como se fosse o último.

Pare de se lamuriar. Você já gastou uma parte da sua vida com lamentações. Sua queixa de que a vida não faz sentido se deve ao fato de que você fica esperando coisas grandiosas. Foi você mesmo quem me disse isso, confessando-se uma poço de ilusões, sempre à espera de mais do que é possível. Olhando para coisas grandiosas você não percebe o morango que cresce ao alcance de sua mão, á beira do abismo. Cuide-se. Você tem o direito de estar nesse mundo. Esforce-se por ser feliz.

Texto Extraído do livro “A grande arte de ser feliz” – de Rubem Alves

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Chico Xavier & Emmanuel






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